Selo de SoberaniaGovernação · Accountability
Mercado

Quem tem interesse no Selo

O interesse no Selo de Soberania não se limita a quem o detém. Distribui-se por quem aspira a obtê-lo, por quem já o detém e tem de o manter, e por quem confia nele para decidir. A caracterização seguinte organiza-se segundo a posição de cada categoria relativamente ao rótulo.

Tipologia A

Promotores em programas de gestão directa

Entidades que apresentam propostas a convites do Horizonte Europa, do Programa Europa Digital, do Fundo Europeu de Defesa, do Programa UE pela Saúde ou do Fundo de Inovação, ao abrigo dos quais o Selo é atribuído nos termos do artigo 4.º, n.º 1. Aspiram à distinção sem, frequentemente, saberem que não existe candidatura autónoma.

Necessidades dominantes

  • Compreensão do mecanismo de atribuição em paralelo e das suas implicações de calendário.
  • Articulação explícita, na proposta, do contributo do projecto para os objectivos da Plataforma.
  • Verificação da eventual aplicabilidade das vias de qualificação automática.
  • Constituição, desde o início, do registo que servirá de base à futura vigilância.
Tipologia B

Titulares de Selo de Soberania

Entidades cujo projecto foi já distinguido e que passam a estar sujeitas a obrigações de vigilância continuada, designadamente quanto às duas causas de caducidade do artigo 4.º, n.º 9. É a tipologia com maior valor em risco e menor consciência do risco.

Necessidades dominantes

  • Vigilância activa do prazo de cinco anos e do conceito operacional de início do projecto.
  • Ligação entre a função responsável pelo Selo e as decisões societárias de localização.
  • Verificação da coerência da informação publicada no Portal de Soberania.
  • Reporte periódico do estado da validade aos órgãos de gestão.
Tipologia C

Projectos com financiamento cumulativo

Entidades que mobilizam contribuições de mais do que um instrumento da União, ao abrigo do artigo 4.º, n.º 7. Beneficiam de uma autorização generosa e suportam uma obrigação de prova exigente, cuja falha é uma das causas mais frequentes de correcção.

Necessidades dominantes

  • Matriz de segregação de custos por instrumento e por rubrica, com regra de imputação documentada.
  • Capacidade de produzir a demonstração de não sobreposição a qualquer momento.
  • Verificação do respeito do limite de custos elegíveis totais e do cálculo pro rata.
  • Articulação entre regras de programas com disciplinas de elegibilidade distintas.
Tipologia D

Consórcios e agrupamentos de copromoção

Estruturas em que a responsabilidade pela manutenção das condições do Selo se dilui entre membros com naturezas jurídicas, sistemas contabilísticos e incentivos distintos. O incumprimento de um membro expõe os restantes.

Necessidades dominantes

  • Repartição operacional das responsabilidades de conformidade, obrigação a obrigação.
  • Ponto único de coordenação do reporte e do relacionamento institucional.
  • Regras prévias de resposta a incumprimento, saída ou substituição de membro.
  • Governação da propriedade intelectual gerada em copromoção.
Tipologia E

Financiadores, investidores e parceiros de execução

Instituições de crédito, sociedades de capital de risco e parceiros de execução no âmbito do InvestEU, sobre quem recai, por força do artigo 4.º, n.º 6, e das alterações ao Regulamento (UE) 2021/523, o ónus de examinar os projectos distinguidos que se enquadrem no seu âmbito.

Necessidades dominantes

  • Documentação de conformidade do promotor em formato utilizável em diligência prévia.
  • Compreensão do efeito da caducidade do Selo sobre o perfil de risco da operação.
  • Avaliação independente da robustez regulatória dos projectos analisados.
  • Critérios de verificação da manutenção das condições ao longo da vida do financiamento.
Tipologia F

Autoridades nacionais e autoridades de gestão

A autoridade nacional competente, que comunica à Comissão a informação destinada ao Portal de Soberania, e as autoridades de gestão, que podem conceder apoio directamente a operações distinguidas por força da alteração da definição de Selo de excelência.

Necessidades dominantes

  • Interlocutores do lado do promotor que compreendam o regime e a sua articulação.
  • Informação exacta e atempada para efeitos de publicação no Portal de Soberania.
  • Dossiês organizados de forma a permitir apreciação eficiente.
Prioridade

Onde a necessidade é maior

A grelha ordena as tipologias segundo a combinação entre valor em risco, ausência de função designada e complexidade da governação exigida.

TipologiaValor em riscoFunção designadaComplexidadePrioridade
B — Titulares de SeloMuito elevadoHabitualmente inexistenteElevadaPrioridade máxima
C — Projectos com cumulaçãoMuito elevadoParcialMuito elevadaPrioridade máxima
D — Consórcios de copromoçãoElevadoDifusaMuito elevadaPrioridade alta
A — Promotores em gestão directaPotencialInexistenteModeradaPrioridade alta
E — Financiadores e parceirosIndirectoExistente mas não especializadaModeradaPrioridade média
F — AutoridadesNão aplicávelInstitucionalNão aplicávelInterlocutor, não destinatário